4º Capitulo – E mais descobertas
E mais um dia nascia. A chuva apoderava-se do céu cinzento. Os trovões rasgavam o céu fazendo um enorme barulho, mas mesmo assim Sakura não se mexia na cama. Mais um trovão forte cai do céu e Sakura continuava a não mexer um único dedo. Alguém abria a porta cuidadosamente sem fazer o mínimo barulho, em passos de algodão aproximava-se da cama da dorminhoca. Quando se encontrava em menos de 1 metro de distância da cama salta em cima dela fazendo a rapariga se assustar e cair da cama a baixo.
- BOLAS TOUYA NÃO PODIAS NÃO TER CAIDO NA MINHA CAMA? – Pergunta a rapariga muito zangada.
- Monstrenga eu venho aqui de livre vontade acordar-te porque já tas atrasada para a escola e é assim eu me tratas? Irmã ingrata. - Dizendo isso o rapaz sai do quarto fechando a porta com muita força.
Sakura levanta-se do chão e começa a arranjar-se. Pega nas coisas e sai do quarto a correr. Chegando a cozinha cumprimenta o pai, come tudo a presa e sai a correr.
Quando chega a escola, para seu azar a campainha começa a tocar. Entra a correr dentro da sala de aula, por sorte o professor ainda se encontrava ausente. Aproxima-se da sua mesa e senta-se. Olha para a mesa de lado e começa a pensar nos acontecimentos da noite anterior. Perdida em pensamentos nem repara que alguém se aproxima de si. Só se apercebe quando lhe tocam no ombro. Assustada olha para traz e dá de caras com Eriol.
- Não fiques assim ela logo virá. Os ferimentos não são muito graves. No máximo três semanas e ela já pode vir a escola – Disse o amigo também olhando para a mesa vazia do lado.
- Tu percebes mais disso que eu. – Disse Sakura sem tirar os olhos da mesa. Sorrateiramente uma lágrima escorre pela face branca da jovem. Sakura ia dizer alguma coisa mas não tem tempo, o professor entra na sala enquanto Eriol regressa ao seu lugar.
Muito sério o professor dirige-se até a sua secretaria.
- Meninos, tenho uma má notícia para vos dar. A vossa colega Tomoyo, foi baleada ontem a noite. – Levantaram-se os muitos murmúrios pela sala, enquanto muitos dos alunos tentavam entre si adivinhar o que teria acontecido para a colega ter sido baleada. – Calem-se. Eu sei que é muito difícil de perceber como isso pode acontecer, mas em princípio dentro de três de semanas ela voltará para perto de nos. – Nesse momento a porta abre-se deixando passar por ela Li com um aspecto nada bom, tinha um olho negro, e vários arranhões preenchiam-lhe a cara. Sakura vira-se para ele e começa a pensar no que lhe dissera e no que vira. – Senhor Li pode-me fazer o favor de me explicar o porquê de chegar a esta hora e o seu estado?
- Desculpe o atraso mas estava com algumas dores e custou-me levantar, e o meu estado ta assim porque cai das escadas em minha casa. – Mente Li mas conseguindo que o professor acreditasse.
- Mas se o senhor esta assim tão mal porque não ficou em casa? – Pergunta o professor.
- Tenho umas explicações para dar. – Disse desviando o olhar antes fixo no professor para Sakura que se viu a baixar a cabeça muito envergonhada.
- Muito bem Li pode ir sentar-se mas terá de me prometer que quando não se sentir bem terá de me avisar. – Notificar o professor.
- OK. – Dizendo isso dirige-se para o seu lugar. E assim começa mais uma tediosa aula.
Sakura não conseguia prestar mais atenção na aula, estava muito preocupada com Tomoyo, e para mal dos seus pecados com Li também. Mas por sorte não era a única, toda a turma não prestava grande atenção. O professor praticamente estava ali a explicar matéria aos mortos a 7 palmo abaixo da terra.
Irritado com tudo, o professor decide calar-se para ver se alguém notava, mas nada, decidiu dar a matéria em voz bem alta mas também não obteve resultado.
- BOLAS MENINOS, SEI QUE É DIFICIL MAS DÁ SÓ PARA PRESTAR ATENÇAO? – Pergunta irritado, como ninguém ouviu ele só vi-o uma escolha. Com toda a força bate na mesa derrubando tudo para o chão, com este imenso barulho os alunos voltam-se todos para ele a fim de ver o que se passava. – Ainda bem que consegui a vossa atenção. E sei que é difícil estar aqui hoje depois daquela notícia, mas a matéria tem de ser dada. HÁ JÁ SEI. Como vocês não me querem estar aqui a ouvir vão fazer um trabalho de grupo. Que acham? – Disse o professor mais calmo.
- Tanto faz stor. – Disse um rapaz sem muito entusiasmo na voz.
- Então eu vou fazer os grupos. Kinomoto, ficas com o Li e com o Eriol. Janhoson com a Larenine e com o Kelione… – E assim o professor começou a separar os grupos. Sem mais escolha todos se reuniram numa mesa de cada elemento do grupo para começar a trabalhar. – O trabalho será sobre os problemas diários. Quero que façam uma lista de crimes que existe no dia-a-dia e que elaborem três. Vá mãos ao trabalho. – Mal o professor acabou de falar começou-se logo a ouvir murmúrios em cada grupo que dava o sinal que o trabalho estava a ser começado.
- Tão quem tem ideia de algum crime? – Pergunta Eriol ao grupo.
- Que tal assaltantes de casas com cor de olhos giros e que te faz pensar que conheces essa pessoa, e para alem de mais num meio do nada tão a conversar amigavelmente um com o outro durante o assalto? – Disse Li olhando para Sakura seriamente, que lhe retribuía também.
- Há? – Pergunta Eriol sem perceber o que se estava a passar ali.
- Nada não vamos voltar ao trabalho. – Disse Sakura querendo sair daquela troca de olhares o mais depressa possível. Voltaram ao trabalho logo em seguida.
Na hora do intervalo Sakura passou todo o tempo ao telefone com Tomoyo. Nas aulas seguintes continuaram o trabalho e depois apresentaram-no.
E mais um dia cansativo de aulas chegou ao fim já todos tinham saído excepto Shaoran, Sakura e Eriol que conversavam.
- Tão fica combinado assim que saíres daqui dás-me um toque que eu venho buscar-te para irmos ver como a Tomoyo está. Mas não queres antes que vá avisar o teu pai? – Pergunta Eriol.
- Pode ser.
- Tão eu vou andando antes que alguém me mate. Xau. Ate logo. – Dizendo isso da um beijo na face da rapariga deixando os outros dois sozinhos.
- Podemos começar? – Pergunta Li aborrecido.
- Que remédio temos nos. – Sentaram-se numa mesa, abriram os livros e começaram a tentar estudar.
Passados alguns minutos
- BOLAS DÁ PARA TENTARES PRECEBER ESTA MERDA? – Pergunta Shaoran nervoso.
- BOLAS AGORA O PROBLEMA É MEU? - Disse Sakura também já irritada
- NÃO É MEU. É DIFICIL DE PRECEBER ESTA PORCARIA? A SOMA DO QUADRADO DOS CATETOS É IGUAL A HIPOTENUSA. PRECEBESTE?
- EU SEI ISSO BRIGADA. NÃO PRECEBO O QUE É ISTO AQUI NO MEIO.
- BOLAS É UM X.
- SE NA TUA TERRA XAMAS ISSO UM X TUDO BEM, NA MINHA É RISCOS.
- EU SOU CHINES MAS ESTE X TA EM JAPONES OU INTELIGENCIA RARA.
- CLARO CULPA-ME A MIM.
- Olha nenhum dos dois está com cabeça para aulas hoje, amanhã podemos ir a biblioteca e recuperamos as horas pode ser? – Pergunta Li já a arrumar os livros. Sakura segue os mesmos passos do colega. Começaram a sair da sala. Já lá fora Sakura pega no telemóvel fazendo intenção de ligar a Eriol.
- Olha, tu não queres vir também ver a Tomoyo? – Pergunta Sakura a Li.
- Pode ser. Mas assim o Eriol escusa de te vir buscar eu levo-te. – Disse enquanto se encostava a moto e segurava dois capacetes. Sakura pega no telemóvel marca no número do Eriol que começa a chamar.
- Tou Eriol? – Começa Sakura.
- Sakura? Acabaste cedo! – Disse Eriol no outro lado da linha
- Sim eu depois explico. Mas olha, eu liguei mas é para avisar que vou como Li ao hospital.
- Com o Li? Mas, … ok eu não digo mais nada. Então eu vou já indo depois encontramo-nos lá. Xau. – Disse Eriol.
- Ok. Xau. – Sakura desliga o telemóvel e vai em direcção a Li. Ficam durante alguns segundos a olhar um para o outro. Shaoran entrega um dos capacetes a Sakura e as suas mãos roçam fazendo os dois arrepiarem-se.
- É melhor irmos. – Disse Li acordando para a realidade. Ele monta na mota sendo seguido por Sakura. Li mal sente as mãos da rapariga na sua cintura arranca a alta velocidade em direcção ao hospital. Em quinze minutos lá chegaram. Desceram e entraram no hospital. Foram em direcção ao balcão perguntaram o quarto onde Tomoyo estava e dirigiram-se para lá. Ao entrarem reparam em Eriol que já lá estava e vagarosamente foram-se aproximando da cama da doente. Por sorte Tomoyo estava acordada.
- Oi miga, como te sentes? – Disse Sakura aproximando-se da amiga.
- Tirando estas dores insuportáveis, estar internada numa cama de hospital, e mais uma data de coisas, estou bem. – Disse Tomoyo com uma voz bem fraca.
- Sim nos percebemos. Mas como é que levaste o tiro? – Pergunta Li a pobre da doente.
- Pois eu não me lembro bem. Eu estava a passear a noite, e de repente vejo uns homens a sair de uma casa, e a parti dai não me lembro de mais nada. – Tenta explicar Tomoyo com a intenção que o colega acreditasse na mentira.
- Pois isso é mau. – Disse Li não acreditando lá muito na história. Começaram a falar mas foram interrompidos pelo telemóvel de Sakura.
- Será que dá para me parares de ligar? – Refila Sakura quando atende o telemóvel.
- Desculpe lá senhorita, mas a senhora não responde aos meus mail's mais uma vez. Tu, é que tens de perder essa mania. – Disse a voz no outro lado da linha.
- Eu não tenho a tu vida. Já soubeste o que aconteceu ontem?
- Sim é estou preocupado com a tua colega, mas já falei com ela. E mesmo com ela assim tens de ir trabalhar. Vai a China, antiga casa dos Li. O Helicóptero já esta a tua espera. Vá despacha-te. – Acabando de dizer isso desliga.
- Desligou! – Disse olhando para os colegas. – Pois bem eu tenho de ir, sabem como é. – Disse olhando para Eriol e para Tomoyo. – Vá xau. As melhoras Tomoyo. Li amanhã as 11 da manha na biblioteca dá?
- Claro. – Disse Li. Sakura despede-se de todos sai do quarto e começa a andar em direcção a sua casa que ficava perto.
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Mal Sakura saiu do quarto aquilo ficou pior que um funeral, ninguém falava. Shaoran no meio daquele silêncio começou a pensar: " Se for ela a rapariga de ontem a noite? Tenho da seguir, e é já."
- Desculpem mas eu também tenho de ir xau. – Disse Li a sair do quarto rapidamente.
- Será que ele vai a traz dela? -Pergunta Tomoyo a Eriol.
- Não sei. Mas espero bem que não. – Responde o rapaz.
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Shaoran corria apressadamente pelo hospital ignorando os avisos dos médicos e doentes. Ao sair da porta da rua pode ver o seu alvo a ir pelo lado esquerdo. Sem pensar duas vezes decide segui-la. Sakura nem reparava pois ele escondia-se sempre que ela olhava para traz a procura de algo.
Sakura entrava em casa saindo dela em 5 minutos vestida de negro. Entra na garagem e sai montada numa mota negra. Na rua arranca a alta velocidade. Nesse momento, por sorte, passa um táxi. Shaoran sem pensar duas vezes faz sinal para este parar. Ele pára e Shaoran entra.
- Siga aquela moto rapidamente, mas sem dar nas vistas. – O Homem olha intrigado para o rapaz mas faz aquilo o que lhe pede. Já durante o percurso o senhor decide manifestar-se.
- Sabe rapaz não devia de estar a seguir a pobre da sua namorada.
- Ela não é minha namorada, é só uma colega de turma. – Explica Shaoran.
- Hum, rapaz se você esta seguindo a sua colega então deve estar apaixonado. – Nesse momento a moto para e a rapariga sai. O motorista segue mais alguns metros para não chamar muito atenção da jovem, quanto Shaoran repara que se encontravam no heliporto desértico. Lá encontrava-se vários homens vestidos de preto e todos com mascaras como a que Sakura que tinha posto depois de tirar o capacete. Sakura segue rapidamente até ao helicóptero e entra. Shaoran segue-a conseguido passar despercebido entre os outros homens e já quando o helicóptero estava a levantar ele consegue entrar. Quando já se encontra lá dentro senta-se no lugar do co-piloto.
- Quem diria. Sakura Kinomoto, a minha querida colega, é também a minha querida ladra. Nunca imaginaríamos isso não é querida. – Disse Shaoran com ironia na voz, fazendo assim Sakura notar a sua presença.
- O que estas aqui a fazer? Como descobriste? – Disse Sakura tirando a insuportável mascara e olhando para ele.
- Fácil querida, os teus olhos, devias saber que essa cor e destacável a metros de distancia. E Tomoyo também esta metida nisto não é? Ela é a tua companheira. Foi ela quem o estúpido do meu padrasto deu um tiro. – Disse Shaoran muito irritado mas com os olhos ainda dirigidos para a rua.
- TU NÃO TENS NADA A VER COM ISTO.
- POIS NÃO QUE IDEIA. TU ENTRAS NA MINHA CASA QUEM SABE COM A INTENÇAO DE ME MATARES, E EU NÃO TENHO NADA A VER COM ISTO.
- A CULPA É DOS TEUS PAIS.
- MAE. NÃO ME DIGAS QUE AQUEKE ANORMAL É MEU PAI.
- QUERO LÁ SABER. SÓ SEI QUE SÃO OS MAIORES CRIMINOSOS A FACE DA TERRA.
- SIM POIS ENVENTA MAIS HISTORIAS. SÓ FALTA DIZERES QUE ES UMA AGENTE SECRETA POR ISSO É QUE APARECES-TE LÁ EM CASA.
- E É. AXAS QUE EU TENHO CARA DE LADRA?
- NÃO SE VÊ UMA PESSOA PELA APARENCIA.
- OH CLARO, MAS DESDE DE QUANDO É QUE TU SABES ESSAS COISAS? – Nesse momento de raiva Sakura tira as mãos do volante o helicóptero e vira-se para Shaoran. – SABES, TU SÓ VIESTE ESTRAGAR MAIS A MINHA VIDA. TU E A TUA FAMILIA RIDICULA.
- SIM CLARO EU SOU… – Não pode acabar porque nesse momento o helicóptero começou com turbulências, mas eles nem notavam. Estavam mais entretidos com a discussão. Só repararam quando o helicóptero começa a cair e Sakura cai em cima de Shaoran.
- Mas que raio foi isto? – Pergunta Sakura tentando sair de cima do rapaz mas sem muito sucesso. Sempre que tentava se levantar voltava a cair. Shaoran também tentava sair daquela posição imprópria, mas não conseguia. Sem pensar duas vezes abre a porta a traz de si e puxa a rapariga fazendo assim com que ambos caíssem dentro de água. Sakura que não esperava essa reacção na consegue nadar e cai em pico para fundo do mar. Shaoran depois de ter caído para dentro de água começa a nadar para cima. Chegando lá tenta procurar a colega mas não a encontra.
- SAKURA? SAKURA ONDE ESTAS? SAKURA RESPONDE. – Grita o rapaz desesperado mas sem receber resposta. Muito preocupado com a rapariga mergulha tentando encontra-la. Lá em baixo havia vários peixes coloridos, rochas, algas, corais, …
Já quando o ar não aguentava mais dentro dos pulmões viu-a deitada na área no fundo do mar inconsciente. Vai em seu encontro pega-a ao colo e leva-a a superfície. Lá em cima, a rapariga não dava sinal de respirar. Desesperado mesmo ali em alto mar faz-lhe algo parecido com respiração boca a boca. Passado algum tempo ela começa a tossir e a cuspir agua, e voltou a respirar outra vez, mas para mal dos pecados do rapaz, ela não acordou. Shaoran começa a olhar para todos os lados a ver se via algum barco que pudesse resgata-los mas só avistou uma ilha ao longe. Pega de forma mais confortável na colega e tenta nadar o mais rápido possível sem levar a rapariga a ter a cara dentro de agua. Quando finalmente chegam a ilha, Shaoran deita Sakura da forma mais confortável possível e vai a procura de lenha para poder acender uma fogueira a fim de poder secar as roupas e aquecer os dois.
Continua…
Pois é, axo k nao demorei mt tempo, comparado com os outros. Espero que tenham gostado deste capitulo. antes de mais nada queria pedir desculpas a minha mamae kerida por nao ter esperado por ela (ja que foi de ferias e deixou a filha sozinha) para revisar o cap. e queria agradeçer a minha maninha por ter feito isso por ela, merci merci maninha.
tao queria agradeçer os Reviews :
Estelar, isa47 (mt bigada miga), maylene angel (titia), xia (a outra titia), littledark, lumi-ichi, cleo (maninha kida), Tomoyo-chan91, aggie18, dead lady (mamae desnaturada, k nem da noticias se ta viva ou nao) e por ultimo mas nao menos importante a tixa (a minha nee-chan kinda)
espero n ter eskeçido de ninguem, mas se eskeçi desculpem.
bjx e espero que continuem acompanhar e a deixar reviews
